ARTIGOS

Tudo é vaidade




Autor: Anna Gabriela
Data: 19/08/2015

 

Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.

Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” Eclesiastes 1,1-2.

 

No livro de Eclesiastes observamos a busca de Salomão por significado e propósito na vida. Ele buscava valor real em diferentes áreas, no trabalho, na sabedoria, prazeres da carne, na riqueza entre outros, mas o resultado final era deprimente "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2,11).                                                                             Salomão achava a vida vazia e sem significado. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. E concluiu que todo seu trabalho era em vão se não reconhecesse o verdadeiro sentido das coisas que obtera, e reconheceu tudo como vaidade, mas o que é essa vaidade que tanto Salomão falava?                                                    Na definição de vaidade encontramos - a vaidade pode ser definida também como orgulho, ostentação, presunção, futilidade, coisas sem valor, soberba ou amor próprio) ou seja, é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada e invejada.                                                                                                             Essa vaidade entrou no mundo, pelo pecado de Adão e Eva, onde iniciou uma desordem no mundo, desordem esta que origina-se em uma só: o amor desordenado de si mesmo, que também se pode chamar de amor sui, em latim, e de filáucia. Esta expressão vem de duas palavras gregas – φιλία (lê-se: filía) e αυτός (lê-se: autós) – e designa o amor que o ser humano tem por si mesmo, amor que se encontra doente, por conta do pecado original.                                                                                                         Antes da queda, os olhos do homem voltavam-se às coisas criadas apontando para Deus. As criaturas não passavam de ícones que remetiam ao Criador, ou seja, tudo que o homem conquistava reconhecia o Deus em tudo. O homem amava as criaturas porque amava Deus, e entenda criaturas como sucesso no seu trabalho, bens materiais, família, riquezas, tudo o que podemos usufruir desse mundo temporal no qual vivemos.  Mas a partir da queda de Adão e Eva, as criaturas, que eram ícones que apontavam para o alto, ficaram opacas, e o seu sentido usa à satisfação de si próprio, ou seja, o homem ama as criaturas, para depois amar a Deus. Esse sistema é completamente autodestrutivo, comparemos as criaturas com as drogas, um dependente químico, por exemplo, usa drogas porque quer ser feliz. Todas as pessoas veem que ele está destruindo a si mesmo, a sua família e aqueles que estão à sua volta. Depois do pecado original buscamos as coisas do mundo para obter essa felicidade. Felicidade esta, que não está errado em buscar, não é pecado buscarmos sucesso no trabalho, ter bens materiais, riquezas, prazeres, mas quando isto esta acima da vontade e querer de Deus, isso se torna autodestrutivo, pois quando buscamos algo para obter nossa felicidade e atingimos diretamente ou indireramente a família, os que estão em nossa volta e nosso próximo, estamos sendo vaidosos, pois olhamos apenas para nós mesmo. Devemos amar as criaturas porque amamos a Deus, porque céus e terras passarão, mas a palavra de Deus não passará. Tomemos também o livro de Jó, ele que perdeu tudo, todos os bens materiais e sua família, mas mesmo assim se manteve fiel ao amor de Deus e disse “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o nome do Senhor”, pois um dia podemos vir a perder tudo o que temos, pois como diz o livro mesmo de Eclesiastes existe um tempo para tudo, não podemos controlar o tempo e as adversidades da vida, mas podemos sim reconhecer em nós mesmos que tudo que possuímos veio de Deus e do seu amor infinito por nós. Não deixemos que amor desornado por nós, nos cegue, e nos impeçam de enxergar Deus.

            Estaremos constantemente frustrados se procurarmos ganhar algo na vida que não está nela. Quando reconhecemos que a vida é vazia, somos libertados para buscar seu verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então encontramos o significado e propósito verdadeiro que é Deus. E como um grande teólogo nos diz “O       homem tem um vazio do tamanho de Deus” e não do tamanho das coisas do mundo.

 

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